terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

para sobreviver é preciso submeter-se ou impor-se, portanto preocupar-se com a opinião dos outros.
Esta é a pior escravidão dissimular o que somos, parecer o que não somos... Pierre Burgelin
(A pobreza força o homem livre a agir como escravo. Hannah Arendt).
                                            tribo Eu ru eu wau wau, Pacaás Novos,(Ariquemes)


somos prisioneiros de nossa propria liberdade!

sexta-feira, 11 de março de 2011

alô, alô terezinha...



Mimosa boca errante                                         

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.

Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?

Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.

Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

Carlos Drummond de Andrade

É tudo que temos pra o jantar?

quando decido escrever um blog não me vem nada á cabeça, não é triste?
será que é prova de que na verdade não sei mesmo escrever?
mas que fazer?
vou continuar escrevendo e se vc estiver ainda lendo é porque não é tão ruim assim
e posso proseguir com minhas postagens, certo?
ok, venha comigo então...
esse blog é fruto das mentes doentias e podres de um grupo de pessoas que não sei  porque cargas d'água faço parte ao menos penso que faço...
como eu dizia, relatarei aqui minhas poesias, (que modéstia a parte é uma merda no sentido literal)
as apresentações do meu grupo de teatro(Filhas da mãe)
os encontros dos movimentos dos quais faço parte( mania de querer fazer parte)...
e lá no fim da página vc encontrará nosso caderninho de futilidades, mais futil que escrever é perder tempo lendo, então quando estiver saboreando nossas falas mais significativas nem se atreva a abrir a boca e dizer: "que futilidade"! afinal vc esta compactuando da frivolidade de nosso momento de inspiração alcoolica!


abraços dessa que muito(sei lá o que escrever apartir daqui)...


                                                                Mari - Maria de nada.